18.5.15

Permanente


Já faz um tempo desde que eu, de fato, escrevi pela última vez. Pensei que teria mais a dizer nos últimos meses. Ou talvez o tempo tenha sido tão curto e corrido que eu tenha sentido menos. Acho que sinto menos mesmo. Não consigo ser tão sensível como era há alguns meses atrás. A verdade é que em pouco tempo esses meses formarão um ano e um ano é muita coisa, não me surpreende ter mudado tanto.
Eu comecei minha viagem, figurativa e literalmente falando, depois de tantas decepções e desesperos que agora não sinto vontade de voltar. Voltar parece querer dizer que encontrarei o mesmo caos de outubro passado e aqui tudo é tão calmo que deveria me assustar.
Mas não assusta.
Pela primeira vez na vida eu não estou com medo ou impaciente. Eu tenho algumas dúvidas, mas elas não me assombram. Eu consigo questionar em voz alta e ter as respostas que preciso sem fazer muito drama. Algum drama é sempre bom. Eu meio que tenho orgulho do que me tornei e das escolhas que tenho feito. E nada disso costumava ser motivo de orgulho pra mim.
Eu já não escrevo mais cartas para o futuro, mas gostaria de escrever uma para o passado contando que ter descoberto Coffee Break, do FTSK, aos 15 anos, fez algum sentido seis anos depois. Era a música que eu mais ouvia antes de dormir nas primeiras noites longe de onde cresci. Queria contar também que hoje eu sei que o tempo ideal para preparar um casamento é de seis a nove meses. Porque hoje eu sinto que essa hora pode chegar. Eu continuo com um pé atrás quando se trata de pessoas e amor, mas deixei escapar o primeiro "eu te amo" da minha vida. E a coisa mais saudável que disse a alguém foi "eu tive medo de vir até aqui".
Mas agora estou aqui.
Passei por tantos lugares antes de chegar.
Talvez não seja a última parada, mas quase tudo o que sou torce pra que sim.
Tive que aprender a não querer controlar tudo que me rodeia.
Acho que descobri o que faltava pra ser feliz.

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