14.5.14

Eu sou o botão quebrado da sua camisa favorita. Não te via há tanto tempo que não podia esperar outro segundo para jogá-la no chão. Eu sou aquela música que você nunca mais conseguiu ouvir. Não falo muito sobre o que sinto, mas eu canto. E eu cantei no seu carro enquanto você sorria. Eu sou a chave debaixo do banco passageiro. Não estava só fazendo cena pra você voltar, eu realmente fiquei pra fora de casa algumas horas e você ficou com o meu chaveiro antigo. Eu sou a mesa no canto daquele restaurante de esquina. E daquele outro. Eu sou o único banco que deixam pra fora naquele bar onde te encontrava toda sexta-feira. Eu sou sua caminhada no parque e aquele apartamento que achamos bonito numa noite qualquer. Eu sou o CD que te dei de Natal e a camisa de aniversário que nunca troquei por um número maior. Falando em números, eu sou o número na sua agenda que sempre aparece na lista de chamadas perdidas. Eu sou todas as coisas que nós um dia fomos, mas você esqueceu. Eu sou amor. Seu amor. Pra sempre.

3 comentários:

Gugu Keller disse...

O ser amado é sempre saudosamente onipresente.
GK

Débora Viana disse...

Como meu emocional fica com esse texto? lindo <3

Anubi Oliveira disse...

Ai meu deuuuus! Como não amar essa mulher?