30.9.13

Closets e caixas

Sonhei contigo.
Parece estúpido, já virou normal. Virou rotina, sabe?! E rotina cansa. Já virou uma daquelas coisas previsíveis e eu gosto mesmo é de surpresas. Coisa que sempre esperei de você. Um telefonema de madrugada, um 'sim' como resposta inesperada, uma loucura só de vez em quando, só pro ritmo mudar. Mas você gosta de certezas e do concreto. Mantém os pés firmes no chão o tempo todo e isso assusta, porque eu sei que vou voar e talvez você não venha comigo por medo.
O que nós somos, afinal das contas? Eu nunca consegui adivinhar e eu nunca quis, porque, no final do dia, era você que eu colocava num pedestal. Mas a fase de adoração passou e agora, duas semanas sem te ver, nem saudade eu estou sentindo. E não quero isso! Eu quero sentir sua falta e voltar a ser louca por você. Mesmo que não valha a pena, mesmo que eu esteja forçando algo que não tem espaço nessa vida. Eu quero você. Porque te acho bom e você não percebe que é, e eu quero ser a pessoa que te faz ver que a vida não é assim tão ruim. Acho que quero te salvar como você me salvou no dia em que nos conhecemos.
Sabe, eu não consigo mais ir ao meu parque favorito desde que fomos caminhar num começo de noite. E cantamos todas as músicas que conseguimos e andamos de mãos dadas sorrindo para o chão, como duas crianças tímidas. Falamos sobre coisas triviais e singulares. Tive certeza que te amava ali. Até hoje me aperta o peito pensar no que éramos e no que somos, porque aquele dia pareceu um conto de fadas. Cheguei em casa e não dormi de felicidade. Chorei de felicidade. E no final da noite, apesar de toda a certeza do meu amor, soube que tinha sido uma despedida. Algo em mim gritava adeus. E foi mesmo. E eu não entendo. Depois disso, insisti muito, mas algo nos bloqueou. E eu nem sei o que eu podia ter feito diferente. Simples assim. Mudamos. Como se o Deus em que você me fez acreditar, agora interferisse simplesmente porque 'não era pra ser'.
Mas eu nunca fui de acreditar em destino. Se era pra ser ou não era pra ser. Eu acho que existe uma possibilidade de escolha e eu vou insistir no que acho que é certo. Nós.
Sempre será nós.


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