9.7.13

Zen

Acabou, né?! Não é da boca pra fora como das outras vezes, realmente chegamos ao limite, não chegamos?! Eu não estou triste. Eu nunca acreditei que as coisas durassem para sempre. Acho que tudo precisa ceder lugar ao novo e nós já estávamos velhos. Mesma coisa de sempre. Eu já esperava que fosse acontecer, me surpreendo com o tempo que passou sem eu nem perceber.
Estar ao seu lado era bom. Rir por nada, te xingar e ser desculpada, te ligar às três da madrugada só pra dizer que eu não sei o motivo de ter discado seu número, também era. Acho que você sabia ser bom. Nem sempre era, mas sabia ser quando eu mais precisava. Deletei suas mensagens, excluí suas fotos, bloqueei da minha vida tudo que me lembrasse você. Ainda lembro, toda hora. Mas eu sinto que aos poucos consigo tirar forças, sabe lá Deus de onde, para seguir em frente. Eu finalmente aceito que acabou. Todas aquelas vezes antes, eu queria motivos, eu queria pontos finais, na verdade, eu queria mais. Agora, eu simplesmente aceito que coisas novas vão preencher todo o espaço que você preenchia. É um baita espaço, pode ser que demore, não vai ser de uma vez. Mas o tempo vai preencher. Nada é insubstituível, a única coisa que conta mesmo na vida é a intensidade das coisas.
Nós éramos intensos, né?! Quando não saíamos de uma festa brigados, saíamos rindo descontroladamente, cantando músicas que nem conhecíamos e dançávamos no meio da avenida. Nem sabíamos dizer boa noite e sempre concordávamos que a vida seria muito melhor se a noite nunca acabasse. Mas, como eu disse, tudo acaba. Todas as coisas precisam ceder lugar ao novo. Um novo dia, uma nova música, uma nova foto, uma nova casa, um novo amor, uma nova história.
Dói, não dói?! Na hora, dói bastante. Até que acordamos um dia e dói menos. Uma hora, só incomoda quando alguém cutuca, ou quando tá escuro e não vemos direito onde pisamos. E aí, nem isso mais. Só lembrança mesmo. É o que está acontecendo comigo. As dores estão sumindo e agora eu só conto a história de como fiz esses machucadinhos. Tem gente que até ri. Eu acabo rindo junto. Acho que meus olhos brilham e as pessoas percebem. Quando perguntam muito, eu só digo que tive sorte. Sorte de já ter tido tanto e ainda ter tanto pela frente.

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