24.6.13

I almost do

Eu não devia ter ido te ver.
Eu continuo fazendo isso, não é?! Voltando por você, pra você.
Nós não éramos bons juntos, mas já faz tanto tempo que eu me esqueci o que era assim tão ruim. Parte de mim espera que os tempos sejam outros e que você tenha mudado e que eu tenha amadurecido.
Parece que não.
Mas, meu Deus, esse seu abraço. Por que tão apertado? Por que tão aconchegante? É como estar em casa de novo, depois de tanto tempo. E esse seu riso tentando bancar o sedutor. Esse olhar não funciona, eu caio na gargalhada e você finge que tá bravo por eu não te levar a sério. E então ri.
Eu sinto sua falta.
Não só pelo fato de estar longe. Sinto falta de você. De quem eu era com você, do que nós éramos e das certezas que eu tinha. A vida anda louca e parece que com você ao meu lado era se estabilizaria.
Não sei.
Não sei o que ainda vejo em você depois de três anos, não sei por quê volto depois de tantas decepções, não sei por quê insisto se já tive provas de que não fomos feitos um para o outro.
Só sei que te amo.
Eu juro, eu amo e me dói saber que um dia eu seguirei em frente e você será só uma lembrança. Dolorida, melancólica, com momentos que fizeram valer a pena. E sei que não amei sozinha, mas algumas vezes amor não é o suficiente. E é uma pena, porque deveria ser. Nada mais deveria interferir.
Mas não.
Acontece.
E acho que acontece pra gente não esquecer que as coisas não são para sempre.
Que a gente precisa do novo.
De novo.
E a única exceção à regra são as mudanças constantes da vida que conhecemos.
Só.

1 comentários:

Rodrigo Rossi disse...

E eu insisto, tu é uma excelente escritora! Juro que até seguiria o blog, mas não encontrei o gadget ): Tu escreve sobre romance e amor de um jeito especial, único, quase convalescente! Adorei!

Beijos,
http://vivendoumromance.blogspot.com.br/