25.5.13

Sweet child o' mine

Queria que as pessoas viessem com uma lista de suas características. "Aquele é mulherengo", "este aqui, ó, é sensível até demais". Não perderia o encanto, para mim. Seria muito mais fácil. Eu saberia com quem estaria me envolvendo, e teria meus motivos. Porque cansei de acreditar em motivos de deuses, do universo ou destino. Algumas pessoas entram na nossa vida para bagunçá-la e, mesmo depois de anos, não tem motivo nenhum para que elas o tenham feito. Aprendemos uma coisa ou outra, mas dá pra viver sem essas lições também. Ou aprendê-las de outra forma. A verdade é que algumas experiências, pessoas, noitadas, elas são simplesmente desnecessárias. Existem situações que não mudam nada depois que passam, tem gente que não faz falta depois que se vai, tem noite que bebemos pra ficarmos bem e no dia seguinte ninguém lembra de nada. E a vida segue. Este é o verdadeiro problema. A vida segue, não importa o que façamos, não importa o que passou, não importa o que está por vir. Somos seres com todos os tipos de sentimentos, acho que alguns ainda sem nome, mal podem ser descritos e, no final do dia, é o que conta. Talvez seja por isso que as pessoas não vêm com uma lista de suas características. Para que nem tudo seja flores, para que não seja o tempo todo amor, para que sintamos na pele a dor, pra quando ela passar a gente dar mais valor ao que é bom. E perceber o que vale a pena guardar e o que simplesmente passou.

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