25.4.13

Nobody Knows

Pensei em dizer que te amo pelo menos cinco vezes essa noite.
Esperei que você adivinhasse meus pensamentos como sempre.
Ah, amor. Que droga. Eu já sofri menos.
Sinto que algo ruim se aproxima, intuição. Posso estar errada, não sei se espero estar errada.
Queria que soubesse que te amo. Mesmo quando me deixa, mesmo quando se altera, mesmo quando não liga depois de dias. Acho que gosto do que dói.
Queria que fossemos jovens e destemidos, pegássemos seu carro e a estrada e deixássemos que Deus decidisse o destino.
Deus decidiu outro.
Cada vez que te olho, parte de mim só sente amor e gratidão. Parte de mim quer pular e te abraçar e dizer que você foi a melhor coisa da minha vida. Enquanto te abraço quero te estrangular pelos seus muitos erros, mas sempre esqueço quais são.
Me desculpe pelas loucuras. Pelos longos telefonemas fora de hora, pelas mensagens ambíguas, por nem sempre estar ao seu lado. Por te mandar calar a boca sem nem saber do que se trata, por dizer que te odeio mas nunca conseguir dizer o contrário, mesmo sendo o contrário a verdade.
Sentirei sua falta numa próxima vida. Não lembrarei de você, eu sei, mas sentirei. Algo me faltará. Mas talvez eu viva melhor, não viverei na loucura em que nos encontramos. Como somos intensos. Como somos loucos e rebeldes. Não temos mais idade, tempo ou dinheiro para isto, mas continuamos inconsequentes.
Minha respiração está pesada, meu coração está apertado, mas com muito custo digo adeus. Queria dizer que estou te libertando, talvez o que farei agora te persiga para o resto da sua. Estarei na sua mente mas vai desejar que eu estivesse na sua frente.
Mas melhor assim.

Queria ter me amado como te amei.
Queria que não só eu tivesse amado.

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