13.1.13

Jumping trains

Eu escolhi me afastar. Não foi o tempo, não foi a correria, eu quis assim. Já estava sem dormir por quase 48 horas, tirei um cochilo de menos de 2 e, quando acordei, tinha decidido o que seria melhor para mim. Não me procure se eu não te procurar, estou me curando. Talvez eu volte atrás, mas só quando nenhuma ferida estiver aberta. Porque quando te vejo, é como álcool em cortes abertos e nada dói mais. Eu tenho tantos, demorará para que eu te procure. Talvez até lá aprendamos a viver um sem o outro, aí não haverá necessidade de mais um sorriso, de mais um abraço; haverá necessidade de seguir em frente. A vida traz coisas maravilhosas, algumas nós deixamos passar, mas agora estou aproveitando todas oportunidades que tenho. Preciso ser feliz. Não é mais questão de querer, é necessidade. Foram muitos dias pretos e meses dormentes. Agora estou pronta para outro capítulo, para continuar minha história a caminho do final feliz que eu sei que terei. Escrevo tudo isso lutando contra as lágrimas, não pense que é fácil. Não pense que vou esquecer o passado só porque já passou e nem por um segundo ache que parei de te amar só porque resolvi que a vida será melhor sem você. Quero que tenha paz e eu sou problema. Quero que tenha amor e eu ainda não sei amar. Quero que seja feliz e nós nos aborrecemos. Aproveite o tempo que eu tirei para aprender e crescer para experimentar a vida sem a minha companhia. Depois talvez trocaremos experiências. Depois talvez daremos risada. Talvez nos abraçaremos e teremos nosso final feliz. Talvez sejamos nosso final feliz. Mas nunca se sabe, né?! E só vamos saber se sairmos pelo mundo e as estradas nos trouxerem de volta. Então, até, amor. Que venha o melhor.

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