12.11.12

Lenha

Tenho medo de perder a fé em você. Tenho medo de esperar telefonemas que nunca virão e palavras que nem passam pela sua cabeça e simplesmente desistir, porque é o certo a fazer. Mas, bem na hora que eu quase jogo tudo para o alto, lá vem aquela mensagem no fim da noite. Ela é sempre o suficiente para me manter ao seu lado, mesmo longe. Mesmo que seja a bebida, mesmo que seja a carência, ainda há você nisso tudo. E um porcento de você vale a pena, vale a dor da manhã seguinte e vale as músicas repetitivas que insisto em escrever quando a realidade me atinge. Você é tão especial assim. Já vi tudo de você e acho que Deus faz certo de não te deixar dar tudo de si para mim, nós iluminaríamos a cidade como fogos no ano novo. Porque mesmo sabendo que amanhã vamos nos ver a despedida é intensa e mesmo as discussões no telefone nos fazem chorar. Não há nada de ordinário sobre nós e quando eu paro para pensar no que passamos daquela noite até hoje, me pergunto se preciso mesmo ter medo de perder a fé em você, em nós ou simplesmente de te perder. Não se perde um amor assim de um dia para o outro. Tem sempre um fósforo em algum canto da casa para reacender a chama mas, olha, está tão alta que não a vejo apagada. Talvez deixá-la acesa seja errado, mas apagá-la vai nos deixar na escuridão; e eu gosto da tua luz.

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