5.9.12

So much better

Tenho escrito bastante nos últimos dias. Palavras bobas, muitas sem sentido algum, começo frases que jamais terminarei, mas tenho escrito. Tenho buscado inspiração em casos encerrados e tentado encontrar algo novo em cada dia para falar sobre. Tenho falhado, é claro. Há dias em que mal saio da cama, quem dirá do quarto e nem mesmo sorrir com o que já passou me ajuda. Aliás, me traz uma certa melancolia e eu acabo ficando mais deprimida do que devia. A vida está bastante monótona e mesmo assim estou bastante cansada. Não triste, ultimamente, só cansada. Cansada de esperar o que eu corro atrás parar de correr e eu apenas alcançá-lo. Meus sonhos e amores correm todos na mesma direção, mas correm muito mais que eu. E cada vez que eu paro para descansar, eles ganham impulso e disparam. Fazem com que eu sinta que deveria simplesmente desistir, porque nunca encostarei um dedo sequer em nada do que desejo. Mas não quero me acostumar com o normal, com o que todo mundo tem. Quero coisas extraordinárias; "empregos melhores e anéis maiores", como canta Elle Woods no meu musical favorito. Ainda estou bolando planos para finalmente colocar os pés na linha de chegada, para que meus sonhos venham ao meu encontro. Até lá, tentarei não diminuir o passo, não parar mesmo que meus pés doam e, com certeza, não mudar o caminho porque achei que em outra direção havia algo que eu gostasse mais. Descobri da forma difícil que nem sempre o que reluz é ouro e não vale a pena abrir mão do que tenho sonhado por anos por algo ou alguém que parece perfeito à primeira vista. Porque é só à primeira vista mesmo... Atalhos, desvios e até mesmo retornos são necessários, mas o destino não deve mudar, porque é quem nascemos para ser e o que crescemos para fazer. Algumas pessoas não têm certeza de qual é esse destino, dia ou outro eu também duvidei, mas perguntei a mim mesma "o que me lembra quem eu realmente sou?" e descobri que a coisa que mais amamos, geralmente é o que ficará conosco até o fim. E é o que devemos fazer se não queremos assistir ao nosso próprio filme e pensar "eu devia ter feito diferente". Porque a vida é longa, sim, e por isto mesmo não devemos desperdiçá-la com o que não nos faz feliz.

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