3.8.12

Muito café, pouca inspiração. Muitas noites sem dormir, a maioria em vão. Tenho estado bastante assim, começo, sem meio e fim. Minha própria consciência proibiu a bebedeira semanal, passam os dias, lembro de todos e tudo o que vejo é sempre igual. Sinto-me diferente, um pouco mudada- dia sinto tudo, dia sinto nada. Que diacho de vida é a que eu levo? Dia pós dia eu aguardo, a cada minuto eu espero; rezo tanto quanto posso e não chego onde quero. Talvez eu seja muito egocêntrica, talvez tenha pouca vontade, mas se essa é minha essência, por que fingir se Deus sabe a verdade? Que chato é, rimar ao escrever só pelo som que faço ao reler. Reler o quê? Uma pilha de palavras numa nova noite de agosto, tentando sentir algo que diminua o meu desgosto. A vida ficou difícil, eu fiquei mais velha, já não sei mais se insisto ou desisto dela. A inspiração já é menor, o café já foi embora. A insônia bate na porta. Merda, justo agora. Não há nada para fazer, menos ainda para dizer. Deito e penso "quem inventou essa brincadeira de viver, quando se tem um bom colchão e uma boa tevê?". Fico aqui e espero. Talvez seja por isso que não chego onde quero. Que se dane! Pelo menos quem não conhece o mundo, não precisa de escudo.

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