3.7.12

Será?!

Eu tentei fixar meu olhar em qualquer coisa ou qualquer um além de você. Será que você fez o mesmo?! Sentado numa daquelas velhas cadeiras que sempre nos deram dores nas costas, assinando qualquer porcaria porque você é obrigado a fazê-lo por seis horas todos os dias, com um olhar de quem não dormiu e penteado de quem acordou agora, você ainda é a pessoa mais bonita neste cômodo. É incomodo, até, amor. Porque eu tenho vontade de correr para os seus braços como eu fazia quando ainda acreditava no que você dizia. Tenho vontade de te beijar de novo, só mais uma vez, pra matar a saudade do gosto que você deixava nos meus lábios. Mas hoje em dia as câmeras gravam de verdade e você já nem tem mais assim tanta vontade de estar comigo. Ou será que tem?!
Acho que nunca vou saber o que você realmente sentiu. Ou realmente sente. Mesmo tendo te visto chorar dirigindo quando eu disse que não voltaria mais. Mesmo te vendo sorrir quando nos esbarramos aqui e ali. Mesmo você me atendendo quando eu ligo à uma da manhã pra dizer que te odeio, que ninguém se importa de verdade com você... E você dá risada e manda beijos. Diz que gosta de mim, mas será que me ama?!
Nós sempre sentamos naquelas mesas de bares dizendo que conversaríamos sobre a vida, mas acabávamos bebendo demais e acordando num quarto barato. Precisávamos conversar, mas agora é tarde. Literalmente tarde. Te ligo à uma, mas querer que me atenda às três é suicídio. Ou será que devo tentar?! São muitas perguntas, poucas respostas, uma grande bagagem de coisas sem fundamentos que você resolveu deixar na minha porta, para que eu lide com isso da minha maneira porque talvez você não saiba. Pedaços de mim acreditam que todas as pequenas partes dessa história completam a afirmação final, que eu não vou ser estúpida o suficiente de dizer em voz alta, com medo de estar errada. Ou será que estou certa, amor?! Tudo isso é amor?!

2 comentários:

Anônimo disse...

Você não acha que é um pouco de tortura ficar remoendo esse 'amor'? Lembrar é viver novamente e viver novamente é patinar na lama. Engata uma primeira e saia dessa estrada que não te leva a lugar algum. Viva sua vida simplesmente e não tente substituir uma pessoa por outra. Seja você mesma e seja feliz com isso.

Mayara Sousa disse...

Agradeço os comentários e o fato de você ainda ler o blog, mas o fato de eu escrever sobre esse amor não quer dizer que eu não esteja vivendo a minha vida nem que tenha deixado de ser eu mesma. Apenas acho-o poético e ainda o sinto, não tenho motivos para escondê-lo. Muito pelo contrário, preciso escrever para desabafar.