3.6.12

Walk on, walk on...

Engraçado como eu mudei. Como eu desisti de sonhos grandes por alguém tão pequeno. Como eu, que sempre fui de gritar por todos os cantos como me sentia, aceitei ficar calada para te manter. Como eu desfiz amizades eternas por um caso passageiro. Dói olhar no espelho e não me reconhecer. Dói sair na rua e fitar qualquer olho azul que passa por mim, porque eu vejo seu rosto em qualquer um. Sei que mereço coisas boas e pessoas melhores, mas sei também que você precisa de alguém que te ame sem desistir quando as coisas ficam difíceis. Mas, querido, você deixa tudo tão difícil. Eu não posso continuar desperdiçando meus melhores anos por alguém que talvez só reconheça meu esforço quando estiver num quarto branco. Valer a pena, vale, mas até lá as feridas ficam abertas e eu vou ficando cada vez mais frágil e a verdade é que talvez eu vá embora antes desse dia chegar. Aí será tarde pra você ter qualquer tipo de emoção. E minha alma estará em algum lugar do infinito lamentando os anos que meu corpo físico perdeu ao seu lado. Sabe quando dizem que não devemos pensar no futuro? Precisamos. E essa sou eu refletindo e aceitando que nada vai mudar se eu não começar a mudança. Quando você acordar, demorará a sentir minha falta, porque você nunca foi de se importar mesmo... Mas uma hora vai se dar conta de que eu não estou mais ao seu lado e será tarde pra me alcançar. Triste, não é?! Receber o que você merece...

1 comentários:

PedroSardi disse...

Siga em frente, continue escrevendo, compondo, cantando e principalmente vivendo. Ainda bem que as pessoas mudam, pois seria tão chato e previsível se sempre fôssemos iguais. Monótono demais. Continue mudando.