6.4.12

Senta e me ouve. Levanta a voz, dá conselhos, me faz chorar, mas faz alguma coisa! Me deixa louca, me faz bater a porta, não sei, vê aí o que você quer fazer pra que eu sinta algo por você. Porque, honestamente, estou indiferente. Falar com você é como falar com as paredes e desabafar com outra pessoa é tentar transformá-la em você. Mas ninguém substitui, ninguém supre minha necessidade de chorar na sua frente e te contar sobre o meu dia. Quero poder falar por vinte minutos sem parar, rir e ver que você está rindo junto e não xingando o celular porque você apertou o botão errado. Eu já não sinto mais remorso ou culpa ao te pedir algo e ficar chateada por você não ter condições de fazer. Seu dever agora é esse; me satisfazer de uma forma ou de outra. Se não é da forma mais simples, vai ser da mais difícil, mas eu preciso que seja de uma ou de outra, sem meio termo, para que eu não desista de vez de você. Porque aos poucos, é o que suas ações estão me obrigando a fazer.

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