1.4.12

Inevitável

Como quem contempla uma imagem sagrada
Me pego observando-te caminhar
Sorrio, versejo e choro por não ser amada
Mas volto a sorrir por saber te amar. 

Como se seu sorriso pudesse cessar guerras
Me sinto sã sob o mesmo céu que você
Vivo para, ao deitar, pedir com fé
Que seus olhos reluzam ao me ver. 

Pode demorar, mas perceberá
Que há um espaço entre meus dedos
Onde os seus se encaixam perfeitamente. 

Quando dermos as mãos, entenderá
Por que os anjos nos colocaram juntos
Quando, nesse mundo, há tanta gente.

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