14.5.11

Escrevo sobre mim, para mim. Às vezes, desvio do que não gosto, evito tocar em certos assuntos, mas quando faço isso, percebo que mesmo as piores partes da minha história estão sempre presentes em quem eu sou, não importa quanto tempo passe. As histórias que não gostamos de compartilhar são as mais reais e mais instrutivas. São elas que nos fazem mais fortes; talvez mais fracos. São essas histórias que definem como vamos lidar com os futuros erros e obstáculos. São as antigas mágoas que resumem como vamos encarar as novas. São as feridas que ainda não cicatrizaram que nos fazem lembrar que o passado não está tão longe do hoje mas que o futuro já começou. É assustador escrever sobre seus sentimentos, porque você acaba indo para onde não queria, onde não deveria. As palavras têm o poder de contar as histórias das nossas lágrimas e dos nossos sorrisos. Mas quem quer contar histórias sobre sorrisos? A felicidade é tão pura que não há mistérios sobre ela a serem desvendados, já a tristeza... há algo sobre ela que nos faz perder horas de sono e preencher folhas em branco. Algo sobre ela toca a todos, talvez porque todos conheçam a tristeza em algum ponto da vida, mas nem todos conheçam a felicidade.

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