13.4.11

Em noites como essa, eu paro por alguns minutos e me pergunto se alguém nesse mundo sabe quem eu sou. Quem eu realmente sou. Como eu processo os meus pensamentos, as coisas que aprendo e vejo todos os dias, como eu me preparo para enfrentar mais 24 horas de desespero, como eu sou sem medicamentos no meu sangue... Esses minutos se transformam em horas e quando eu menos percebo, já são 04:13 e o café já acabou. Minha garganta dói e meus olhos estão embaçados. Nem percebi que a música parou de tocar e o barulho que eu ouço agora vem da rua. Minha cama está uma bagunça e eu ainda não deitei e nem pretendo, passaria o dia inteiro nela se o fizesse só para me esconder das verdades que encontrei dentro de mim. Talvez eu chegue a ajoelhar para pedir aos céus que ninguém me conheça como eu conheço. Que ninguém jamais descubra o que eu faço quando estou triste, ou irritada, que continuem me imaginando como a menina que começa o dia rindo, trabalha, estuda e não sai do seu eixo. Enquanto tem gente que acha isso ruim, eu acho que ser eu de verdade é pior.

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